quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Reclamar é preciso - Terminal Rodoviário Tiete

Detesto ter meu direito de cidadã afetado, então, reclamo mesmo!
Hoje a "briga" começou por volta das 7h20 da manhã lá no Terminal Rodoviário do Tiete.
Explico:
Para quem não conhece o terminal rodoviário possui dois estacionamentos, um que fica dentro do prédio do terminal e um outro praticamente colocado ao terminal (fica na Av. Cruzeiro do Sul). Hoje ao buscar minha mãe que chegou de Minas, como sempre, trazendo muitas malas pesadas e muitas caixas também pesadas, instalou-se o pesadelo.
Não consegui parar o carro no estacionamento do "prédio", então, parei no da Av. Cruzeiro do Sul e entrei na rodoviária para pegar mami´s. Nos encontramos e percebi que o único elevador que serve o terminal milagrosamente estava funcionando, então, como as bagagens já estavam colocadas nos dois carrinhos (que são disponibilizados pelo próprio terminal rodoviário) nos dirigimos ao elevador (de carga) para tentarmos acessar o 2º piso de daí acessarmos um outro elevador que nos leva para o piso térreo da Av. Cruzeiro do Sul. Ao tentarmos entrar no 1º elevador fomos barras pelo ascensorista, dizendo que os carrinhos não poderiam entrar, somente as bagagens...
Ué, como assim?
Onde esta escrito?
Como faço para subir bagagens mega pesadas para o andar superior?
Cheguei até a dizer que levaria e traria o carrinho novamente no mesmo local onde havia pegado
Resposta:
A senhora deve contratar um carregador (pagando claro), ou estacionar no outro estacionamento, e claro pagar novamente os R$8,00 uma vez que não há tolerância para a primeira hora.
Bom, tentei argumentar com o mocinho mas não surtiu efeito, solicitei educadamente que alguma outra pessoa pudesse resolver meu problema. Chegou então o encarregado, um sujeito mal encarado com muita má vontade em resolver qualquer coisa, fora que ainda me tratou de forma grosseira.
E aí como minha paciência não é nem um pouco longa, me dirigi ao balcão de informações/reclamações, como já sei procedimento iria apenas deixar por escrito a minha indignação. Mas a atendente do balcão fez questão de chamar outra supervisora para saber o que havia.
Com muita paciência e calmamente expliquei o ocorrido e minha indignação num terminal rodoviário do tamanho que é o Tiete não permitir que os carrinhos com bagagens circulem no piso onde estão as lojas, o outro estacionamento e demais serviços.
A simpática moça foi extremamente educada, me disse que dentro de um mês esta situação será regularizada uma vez que testes já estão sendo feitos e que mais um elevador foi construído para atender aos usuários.
Além destas explicações ainda me cedeu graciosamente um carregador para levar nossas bagagens para o tal estacionamento sem nenhuma cobrança.
Disse para finalizar a história que o primeiro funcionário mal criado que me atendeu poderia ter resolvido a questão da mesma forma.
Porém, eu disse, nem todos gostam da atividade que exercem e simplesmente não tem boa vontade em ajudar aos outros.
Lembro que não infringi nenhuma regra, não quis obter nenhuma vantagem além daquelas que o terminal já oferece (no caso do carrinho), o que quero é que todos tenham acesso e possam utilizar o terminal da melhor maneira, pessoas com bagagens pesadas, cadeirantes, com mobilidade reduzida...
Tomara mesmo que a supervisora esteja certa e que dentro de um mês esta reclamação fique num passado distante.
"Um boi para não entrar numa briga, uma boiada para não sair dela".


2 comentários:

Marcelo Fujii disse...

Infelizmente a grande maioria dos brasileiros (pois moro e sou daqui, por isso esta crítica específica)está mal acostumada com tantos benefícios que recebem sem fazer absolutamente nada. Querem somente os direitos a que têm direito e um pouco mais, seguindo a "lei de Gérson". Da mesma forma, os trabalhadores querem ganhar o seu salário sem fazer nada ou fazendo pouco. Além de não fazer direito, só sabem negar e não dar explicações por preguiça e ignorância. Acham mais fácil e conveniente. Poderia ficar um tempão falando sobre isto, mas não é a hora. Já escrevi até demais. Mas sou solidário neste caso. Bejitos

Diane Lorde disse...

Somos na verdade todos vítimas de serviços mau prestados e se não reclamamos continuaremos sendo tratados como cordeirinhos...
Boca no trombone para ver se as coisas mudam!